segunda-feira, 20 de julho de 2015

ODEERE recebe bolsista do Pós Doc e propõe novo curso de Extensão

Da esquerda para a direita: Profa. Dra. Marise (Coordenadora do PPGREC),
Profa. Dra. Edilene Machado (bolsista do Pós Doc), Prof. José Luiz,
Prof. Ms. Antonio Argolo e a Prof. Esp. Idalia (Coordenadores da Extensão).
Foto: Diego Brito.
O ODEERE/UESB recebeu mais uma nova integrante para atuar nas atividades docentes e nas pesquisas da instituição. Estamos falando da Profa. Dra. Edilene Machado Pereira, recém-chegada através do Mestrado em Relações Étnicas e Contemporaneidade (PPGREC) para desenvolver seu Pós Doc, sob a coordenação da Profa. Dra. Marise de Santana.

Formada em Ciências Sociais – Antropologia e Sociologia, pela UNESP, PUS/SP e UNEB, a Profa. Dra. Edilene possui um currículo voltado aos estudos e às atividades docentes sobre o negro/negra na sociedade atual. Essas atividades contemplam suas experiências e passagens por várias instituições brasileiras e no exterior.

Em reunião com os coordenadores da Extensão 2015 a Profa. Dra. Marise, reforçou a importância da bolsista do Pós Doc para o fortalecimento das atividades do ODEERE. A Profa. Edilene ainda traz como proposta uma disciplina no PPGREC e um novo curso de extensão em Educação Quilombola.

De acordo com a Profa. Marise a proposta de Educação Quilombola é diferente dos cursos já oferecidos pelo ODEERE, pois atende as discussões sobre as Relações Étnicas em espaços remanescentes. O curso é voltado aos professores e à comunidade, terá duração de 120 horas e começará a primeira turma no final de agosto, apenas um encontro no fim de semana.

Também foi discutida sobre a possível retomada do curso de Educação e Cultura Indígena. O retorno depende de um pesquisador da área, que vai atuar no PPGREC neste segundo semestre.


Por enquanto estamos aguardando sair o edital dos cursos para a divulgação das inscrições. Fiquem atentos.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

ODEERE e órgãos correlatos emitem carta aberta contestando a igreja católica sobre a inclusão de gênero no PME de Jequié

O Órgão de Educação e Relações Étnicas - ODEERE; a ONG LGBTSol; o Núcleo de Estudos em Gênero e Educação Sexual; e o Grupo de Estudo e Pesquisa em Gênero e Diversidade Sexual escrevem carta aberta em prol da inclusão dos temas pedagógicos sobre sexualidade no Plano Municipal de Educação (PME) a ser votado pela Câmara Municipal de Vereadores.
Quem assina a carta é o Prof. Dr. Marcos Lopes. Ele inicia sua fala baseada na literatura vigente para contestar o posicionamento do Bispo da Diocese de Jequié em enviar recomendação aos vereadores visando vetar o projeto, pois no entendimento da igreja católica o PME é considerado ideológico à formação do pensamento social.
Confirma texto da carta aberta à Comunidade e Câmara Municipal de Vereadores. Querendo, leia mais sobre o caso no link do Gicult.






quinta-feira, 9 de abril de 2015

V CBPN abre inscrições para apresentação de trabalhos

Já estão abertas, e vão até dia 28/06, as inscrições para apresentação de trabalhos no V CBPN – Congresso Baiano dos Pesquisadores Negros.

O evento acontecerá na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, Campus de Jequié, entre 16 e 20/11/2015. E tem como tema “Produções culturais Afro-Brasileiras e diversidade: territorialidades, histórias e saberes”.

Essa é a primeira vez que o CBPN acontece em Jequié e será articulado com o IV Encontro Estadual de Educação das Relações Étnicas, a XI Semana de Educação da Pertença Afro-Brasileira e o II Seminário do Mestrado em Relações Étnicas e Contemporaneidade, já organizados pelo Órgão de Educação e Relações Étnicas – ODEERE/UESB.

A parceria se apresenta como uma oportunidade ímpar ao reunir vários pesquisadores, docentes e discentes da Bahia e de outros Estados brasileiros, bem como, as pessoas interessadas pela temática.

Desde a sua primeira edição, o CBPN tem buscado atingir vários objetivos: promover intercâmbios sobre as experiências de pesquisas; tomar posições que implementem ações de participações efetivas nos debates sobre assuntos relacionados à africanidade e questões raciais; inventariar as áreas e temas de interesse dos pesquisadores negros; criar estratégias com vistas a buscar apoio e convênio com as instituições de fomento nacionais e internacionais; propor mecanismos de divulgação de resultados das pesquisas concluídas e em andamento; apresentar e participar de projetos e atividades de Programas de Graduação e de Pós-Graduação, que visem  contribuir para a implementação da Lei 10.639; fomentar o intercâmbio com instituições que estão discutindo temas ligados aos interesses das populações negras.

A programação dos eventos incluirá palestras, conferências, minicursos, oficinas, mostras de fotografia/vídeo e apresentação artísticas.
Nossa intenção é dar visibilidade às pesquisas, estimular a produção e divulgação de novos estudos que contribuam para promover o intercâmbio entre universidade e comunidade. Também garantir a ampliação de espaços para debate das investigações, propostas e reivindicações que possam contribuir para as reflexões sobre as diretrizes Curriculares Nacionais voltadas ao ensino de História e Culturas Africanas e Afro-brasileiras.

Acesse o site e leia mais sobre o V CBPN, as normas para apresentação de trabalhos, prazos para inscrição, Grupos de Trabalhos (GTs), informações sobre a cidade de Jequié, entrou outros assuntos. Site: 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Odeere abre Dia de Combate à Discriminação Racial com lançamento de livro


No fim da semana passada (20-22/03) começaram as atividades letivas do ODEERE/UESB - abertura da segunda turma do Mestrado (PPGREC) e dos cursos de Extensão 2015. Renovamos nossa luta marcada pela celebração do Dia de Combate à Discriminação Racial, que já acontece há uma década.
A abertura iniciou com uma palestra da Profa. Raquel Souza (UFBA), abordando leituras visuais a partir das fotografias negras e expressões anarquistas. Logo em seguida tivemos a certificação dos egressos dos cursos de Extensão 2014 e a continuidade do módulo de Linguagens Visuais e Cultura.
Também marcou esse encontro o lançamento do livro "ODEERE: formação docente, linguagens visuais e legado africano no sudoeste baiano".
O livro conta a história da população afro-brasileira. E, sobretudo, a história do ODEERE e como ele tem sido importante para dar visualidade ao negro e ampliar as discussões e positivação da identidade sociocultural dessa população em nossa região.
Essa literatura foi selecionada pelo edital de publicação da Editora UESB e possui textos de quatro professores/pesquisadores, sendo que dois deles são naturais de Jequié. O lançamento é um marco na memória do ODEERE por ser o primeiro livro publicado a partir das pesquisas realizadas nesse órgão.
O livro está à venda no ODEERE, nas Editoras UESB e Cultura, veja link.

quarta-feira, 18 de março de 2015

O Odeere e a Editora Uesb convidam a comunidade para lançamento de livro

Neste fim de semana o Odeere/Uesb apresenta uma vasta programação dedicada ao XI Encontro do Dia de Combate à Discriminação Racial.

O Odeere/Uesb e a Editora Uesb aproveitam e convidam a comunidade para o lançamento do livro “Odeere: formação docente, linguagens visuais e e legado africano no sudoeste baiano”.

O livro, publicado pela Editora Uesb, foi produzido por quatro professores/pesquisadores a partir de textos que relatam a presença africana em Jequié e na região Sudoeste. E também as ações visuais desenvolvidas pela linha de pesquisa "Linguagens Visuais e Cultura" nos cursos de Extensão em História e Cultura Afro-Brasileira no Odeere, turma 2010.

O lançamento, com manhã de autógrafos, acontecerá no sábado dia 21/03, às 08:00 no auditório no prédio do Odeere/Uesb.

Veja a programação completa das atividades, que começarão nessa sexta-feira, às 18:00:

- Sexta-feira, 20/03 (18:00~22:00) aula dos cursos de Extensão. Local: Odeere;
- Sábado, 21/03 (08:00~12:00) no Odeere – entrega de certificados, aula inaugural do mestrado, lançamento do livros dos professores do Odeere;
- Sábado, 21/03 (14:00~16:00) no Odeere – continuidade da aula dos cursos de Extensão;
- Sábado, 21/03 (às 16:00) no Odeere - reunião ampliada com a comissão do V CBPN;
- Domingo, 22/03 (08 às 12:00-14 às 18:00) Odeere - conclusão das aulas dos cursos de Extensão;

segunda-feira, 2 de março de 2015

Abertas inscrições para a Extensão 2015

O ODEERE - UESB, Campus de Jequié, está com inscrições abertas para três cursos de extensão: "Educação e Culturas Afro-brasileiras"; "Didática para o Ensino de História e Culturas Africanas e Afro-brasileiras" e “Gênero, Raça e Diversidade Sexual”. Serão disponibilizadas 100 vagas para cada curso. Eles terão uma carga horária de 180 horas, cada, e estão programados para começar no dia 20/03, celebração do XI Encontro de Combate à discriminação Étnica. Na oportunidade, acontecerá a abertura das atividades da extensão 2015 e o cerimonial de entrega de certificados aos egressos da turma 2014; dia 21 e 22/03 continuação com as aulas do 1º módulo dos cursos – Linguagens Visuais e Cultura.

Sobre os cursos:
“Educação e Culturas Afro-brasileiras” terá dez etapas e aulas mensais e concluirá com uma viagem de campo. O objetivo é desenvolver estudos sobre a história e cultura das populações africanas e afro-brasileiras. Algumas das disciplinas oferecidas são: Antropologia das populações Afro-brasileiras, Linguagens Visuais e Cultura, Diversidade linguística dos grupos étnicos africanos, entre outras.

“Didática para o Ensino de História e Culturas Africanas e Afro-brasileiras” será ministrado em nove etapas, com aulas mensais. Tem por objetivo desenvolver entre os participantes, atividades didático-metodológicas que contribuam para a melhoria e a profissionalização do processo ensino-aprendizagem de História e Culturas Africanas e Afro-brasileiras. O público-alvo são professores e pesquisadores, cujo requisito é já ter concluído o curso de extensão em Educação e Culturas Afro-brasileiras. 

“Gênero, Raça e Diversidade Sexual” vai ser oferecido em parceria com o Núcleo de Estudos em Diversidade de Gênero e Sexual. O referido curso apresentará e discutirá sobre as interfaces entre gênero, raça e sexualidade considerando os processos normativos e normalizadores que produzem as diferenças e também as discriminações. Serão tratadas temáticas como mulheres negras; artefatos culturais e as produções de gênero e sexualidade; transgeneridade; masculinidades e feminilidades; homossexualidades, bissexualidade e relações étnico-raciais; intersexualidade; sexismo, racismo e lesbo-homo-bi-transfobia. É intuito também compreender os processos de violência que acometem as mulheres e a comunidade LGBTTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais) e desenvolver intervenções a fim de garantir o reconhecimento dos direitos humanos dessa comunidade.

Os alunos dos três cursos promovidos pelo ODEERE terão participação na “XI Semana de Educação da Pertença Afro-brasileira”, que acontecerá de 16 a 20 de novembro deste ano.

Mais informações:
Telefone (73) 3526-2669 ou pelo e-mail odeere@uesb.edu.br. As inscrições estão sendo feitas até o dia 20/03/2015 na sede do ODEERE: Rua João Rosa, S/N, Pau Ferro/Jequié (Antigo Colégio Dom Climério de Andrade), como também na sala do ODEERE/CAP-UESB. O horário de atendimento é de 08 às 13 horas e de 14 às 18 horas, de segunda a sexta-feira. Os interessados de outras cidades deverão preencher a ficha de inscrição e encaminhá-la (anexada) para o e-mail do ODEERE.
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR A FICHA DE INSCRIÇÃO.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Odeere conclui curso de extensão indígena na comunidade Tupinambá

Katu pituna! Esta é a forma como os indígenas Tupinambás das aldeias de Olivença (Ilhéus) desejam “boa noite”.
A etnia Tupinambá foi dada como extinta desde o século XVII, o processo de colonização e a disputa de terra pelos coronéis contribuíram para a dispersão e negação da identidade por essa população. A partir de 2002 os Tupinambás foram reconhecidos pela Funai, pesquisas apontam 3.700 índios cadastrados e residindo em 23 aldeias na região de Olivença.
Aula de campo da Extensão do Odeere/Uesb,
com o Prof. Atã na Aldeia Gwarini Taba Atã 
Entre os dias 5 a 8/02, o Órgão de Educação e Relações Étnicas (Odeere/Uesb) esteve participando de uma pesquisa de campo (turma 2014) na comunidade Tupinambá. A proposta faz parte do curso de extensão em Educação e Culturas Indígenas, que o Odeere oferece desde 2013. Nosso objetivo é qualificar professores da educação básica e fundamental, bem como estudantes e pesquisadores que se interessam pela discussão da Lei n.º 11.645/2008.
A legislação citada torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena na educação pública e privada. Abordar esse conteúdo curricular é importante para o resgate histórico-cultural. E também minimizar os impactos sofridos pelas populações afro-descentes e indígenas ao longo da história brasileira.
Em Jequié já não há remanescentes indígenas... Nossos estudos apontam que a situação indígena na Bahia tem sido preocupante, devido à disputa de terras pelos fazendeiros e interessados no comércio imobiliário. De acordo com o Prof. Katu Tupinambá (ministrante do curso de extensão) esses conflitos são intensos na região de Olivença. O índio Tupinambá não luta pelo valor econômico da terra, mas pela legitimidade de garantir seu território e identidade construída nesses espaços.
Nossa visita a esses espaços foi enriquecedora. Coordenadores e alunos da extensão visitaram os marcos históricos e as aldeias com os professores Katu, Atã e comunidade indígena. Abrimos a aula de campo na Praia do Cururupe, onde ocorreu o massacre indígena (1959) e a resistência mediada pelo Caboclo Marcelino. Visitamos a Igreja das Escadas, local de educação jesuíta, onde ainda acontecem as tradições culturais indígenas.
Depois das rodas de conversas e da aula teoria conceitual, com os professores Tupinambás, no Centro Cultural de Olivença, fomos à aldeia Gwarini Taba Atã. Fechamos as atividades do dia com a trilha e visita de reconhecimento da aldeia e população. Também não faltou um tipo de bebida indígena, à base de mandioca, conhecida como “Giroba”. À noite participamos do Porancy - ritual numa das comunidades à beira mar, marcado pela dança típica e roda de conversa.
As apresentações culturais renovaram nossas energias para o dia seguinte. Os alunos visitaram a aldeia Itapoãn da Cacique Valdelice. Também apresentaram suas conclusões sobre a realidade indígena durante aula, que aconteceu no Colégio Indígena Tupinambá, retomada. As apresentações contribuirão para conhecermos a proposta pedagógica da escola. Sobretudo, porque motivou os cursistas na construção de estratégias destinadas à docência do currículo indígena nas escolas ondem atuam.
Verificamos que as comunidades Tupinambás são carentes de atenção do governo e da sociedade, principalmente no que se refere ao respeito e acesso aos direitos garantidos por lei. Sobrevivem da pesca, agricultura familiar e venda de artesanatos. Preservam uma cultura tradicional, que é repassada pelos mais velhos. Com a criação da Lei 11.645 novas portas se abrem para a expansão dessas comunidades. Inclusive pela contribuição de vários indígenas que concluem cursos superiores e aplicam seus conhecimentos nas aldeias.
O Odeere da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) acredita na importância das propostas de extensão, pois visam aproximar os docentes da realidade indígena. O amparo jurídico é imprescindível nessa discussão. Entretanto, sem estudo voltado ao contato com a realidade dessas populações torna-se difícil construirmos uma educação inclusiva, que contemple a luta pela dignidade do índio.
VEJA MAIS IMAGENS DO ÁLBUM, CLIQUE AQUI.

Cursistas da Extensão em Educação e Cultura Indígena
Parque do Centro Cultural de Olivença - Ilhéus

Prof. Katu Tupinambá abrindo a aula de campo às margens do
Rio Currurupe, onde ocorreu o massacre indígena de 1959

Indígenas e cursistas participam do ritual Porancy - Olivença